quarta-feira, 20 de junho de 2012

Anjos da Morte [1/4]

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Notas iniciais: Primeiro, tenho que esclarecer que essa história NÃO É MINHA! É  do livro Formaturas Infernais. Eu decidi coloca-la aqui como uma forma de "incentiva-los a ler", e porque achei uma história muito legal e criativa. De todo modo espero que gostem =)
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ANJOS DA MORTE PARTE 1
“Eu estava parada no meio do salão me perguntando por que eu aceitei vir ao baile de formatura com o Taylor. Eu não gosto dele! Eu não gosto dessa escola! E gosto menos ainda do fato de estar num baile deprimente no dia do meu aniversário!”

-Quer dançar? – Taylor me perguntou ao voltar com um copo de ponche verde na mão.
-Não. – Respondi rápido e um pouco grossa demais.
-Quer um ponche? – Essa deve ter sido a décima quinta pergunta que ele me fez a qual eu respondi um simples “não”. E, ao julgar pela aparência do ponche e a cara que ele fez ao beber um gole daquele treco, deve ter sido o único “não” que ele deixou passar.
Alguns minutos se passaram e eu continuava a ignorá-lo, e a tudo ao meu redor, até que ele se cansou e disse:
-Quer saber? Pra mim chega, eu vou me divertir, se você quer ficar ai bancando “a rebelde” fica, porque eu fui! – Minha única reação foi ficar ali com cara de tacho, surpresa pela reação dele.
Foi então que eu decidi que não precisava ficar ali. Era o meu aniversario e eu detestava aquele lugar!
Andei até a porta e esbarrei em alguém e MEU DEUS! De onde saiu aquele ser tão... tão... perfeito?! Ele era alto, musculoso e tinha olhos azuis lindos e hipnotizantes.
-Desculpa. Você esta bem? – “Melhor impossível”
-Sim – respondi com um sorriso idiota no rosto.
-Sou Zac – ele disse dando um sorriso que mostrava todos os seus (perfeitos) dentes.
-Miley – disse tentando lembrar, sem sucesso, se já o tinha visto antes.
-Quer dançar?
-Claro! – “isso vai virar o jogo com o Taylor” pensei olhando pra ele, que agora estava com um garoto desconhecido.
-Eu vi o que ele te fez. Se eu fosse você, não deixava isso ficar assim. – ele disse
-Você acha?
-Claro! Ele tem que ver o que esta perdendo. – Zac falou com um ar de provocação. – Quer fazer com que ele entenda que você não está mais com ele?
Por mais que eu sou­besse que ele estava sendo malicioso, acabei fazendo que sim com a cabeça.
Zac diminuiu o passo, me puxando para ele em um movimento suave e equilibrado. E então me beijou.
Havia pontos de luz colorida no rosto de Taylor, e ele estava zangado.
Ergui as sobrancelhas em sua direção.
— Vamos embora — eu disse, dando o braço para Zac.
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Obrigada por me tirar dali com o meu orgulho recuperado
—Vi o que ele fez. Ou eu fazia aquilo ou jogava o ponche na cara dele. E você tem sempre que optar pela vingança mais sutil.
Um sorriso malvado nasceu em meu rosto, não tinha como evitar.
Nós dois nos viramos ao ouvir o som da porta do ginásio se abrindo. Taylor saiu. Pressionei meu maxilar.
— Miley... — Ele estava chateado, e a minha sa­tisfação aumentou.
— Oi, Taylor! — eu disse sorridente. — Já arrumei uma carona para casa. Obrigada.
— Miley, espere.
— Você é um idiota. E eu não quero que você fique comigo por pena. Você pode ir embora.
Taylor me afastou de Zac.
— Nunca vi esse cara antes. Não seja burra. Deixa que eu levo você em casa. Pode falar o que quiser para os seus amigos. Vou concordar com tudo.
Levantei o meu queixo. Ele sabia que eu não tinha amigos.
— Liguei para o meu pai. Estou bem — eu disse, olhando para além dos ombros dele, na direção do me­nino que havia seguido Taylor.
— Vou seguir vocês de carro, então — disse ele, olhando para Zac.
— Tanto faz — Na verdade, me senti secretamente aliviada e pensei que Taylor não era tão ruim assim. — Zac, o seu carro está lá atrás?
— Por aqui, Miley.
Segui Zac para dentro de um carro negro brilhante estacionado ilegalmente em cima do meio-fio.
Taylor e o seu amigo silencioso vieram atrás como se fossem figurantes de um filme de Hollywood.
**
— Moro no lado Sul — eu disse quando chegamos à estrada principal, e ele tomou o caminho correto.
Zac não disse uma palavra e nem olhou para mim desde que entramos no carro. Antes, ele estava muito confiante. Mas agora ele estava... tenso? Mesmo sem entender o porquê, um sentimento de alarme começou a crescer em mim.
Como se ele tivesse sentido o mesmo que eu, Zac se virou, dirigindo sem olhar para a estrada,
— Tarde demais — ele disse calmamente, e eu senti o meu rosto perdendo a cor, — Calma. Eu falei para eles que seria fácil enquanto você fosse jovem e boba. Fácil demais. Nem tem graça.
— Como é que é?
— Não é nada pessoal, Miley. Você é um nome na lista. Ou, melhor, uma alma a ser colhida. Um nome importante, porém nada mais do que um nome. Eles disseram que era impossível, mas agora você será a mi­nha passagem para um lugar melhor, você e a sua vidi­nha que de agora em diante não vai mais acontecer.
—Taylor — eu disse, voltando-me para a luz que fica­va mais distante cada vez que Zac acelerava. — Ele está nos seguindo. Meu pai sabe onde eu estou.
— Como se isso fosse fazer alguma diferença. – Zac sorriu
— Pare o carro — eu disse com força. — Pare o carro e me deixe sair. Você não pode fa­zer isso. As pessoas sabem onde eu estou! Pare o carro!
— Parar o carro? — disse ele, rindo. — Eu vou parar o carro.
Zac pisou fundo no freio e virou o volante. Eu gritei, agarrando em qualquer coisa que estivesse na minha frente. Nós havíamos saído da estrada. A gravidade estava me puxando para o sentido contrário do normal. Movi a cabeça, levando as mãos atrás do meu pesco­ço, e rezei.
— Miley! — veio à voz distante atrás de mim. — Miley!
Era Taylor. Respirei fundo.
— Zac? — sussurrei. Ele parecia estar bem, em pé do lado de fora do carro arruinado.
— Ainda viva — ele disse com calma.
Meus olhos se arregalaram, mas não me mexi quan­do ele puxou uma faca de dentro de sua fantasia. Ten­tei gritar, mas minhas forças me abandonaram quando ele levou o braço para trás, como se fosse me golpear.
— Não! — eu berrei, levantando os meus braços. A lâmina desceu como um suspiro de gelo por mim, sem nem me machucar. Olhei para o meio do meu peito, sem acreditar que eu não estava ferida, mas eu sabia que a faca havia atravessado o meu corpo. Sem entender nada, olhei para Zac, que estava em pé com a faca para baixo, olhando para mim.
— O quê... — tentei falar, mas parei assim que percebi que eu não sentia mais dor nenhuma. Minha voz, por sua vez, estava completamente muda.
Depois, Zac se virou e saiu andando.
— Miley! — eu escutei, lá longe, e depois senti um toque leve no meu rosto. Mas isso também logo se dissolveu e não restou mais nada.

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